Maracujá é fruta?

Maracujá é fruta?

Meu nome é Karina de Sousa Silva. Sou graduada em História pela Universidade do Estado da Bahia. Atualmente estou me pós-graduando em Ensino de Sociologia no Ensino Médio pela Universidade Federal da Bahia. Trabalho como professora na rede privada na cidade de Capim Grosso (BA), onde moro atualmente.

Karina Sousa

Meu trabalho de conclusão de curso foi resultado de dois anos de pesquisas e leitura, sobre a memória do cangaço na região atual de Serrolândia, especificamente no povoado do Maracujá, onde vivi minha infância rodeada de histórias sobre o cangaço. Histórias essas que sempre mexeram com minha imaginação, em um misto de medo e curiosidade.

A escolha desse tema para pesquisa de TCC foi decidida desde o meu ingresso no curso de licenciatura em História. A pessoa que mais me estimulou nessa decisão foi minha vovó Geraldina. Ela me incentivou a compreender o impacto do movimento do cangaço na região e como alguns eventos se cristalizaram na memória de um grupo social.

Decidido o que pesquisar, comecei uma busca para selecionar as pessoas que seriam entrevistadas. Trabalhar com memória, é um trabalho complexo e árduo, pois, a maioria dos idosos tem vergonha, medo e até receio de falar sobre determinados assuntos. Às vezes não estão dispostos, ou não querem ser gravados. É necessário estabelecer uma relação de confiança. Isso aprendi durante a pesquisa, e não foi fácil.

Algumas vezes tive que retornar a casa do entrevistado (a), mesmo com vergonha, e fazer tudo novamente. Mas com muita determinação, consegui entrevistar cinco pessoas que viviam no Maracujá desde a década de 1930, recorte temporal escolhido para a pesquisa.

Dona Geraldina, avó de Karina

A partir das entrevistas e leituras de teóricos que estudaram o cangaço, fui tecendo, costurando e remendando as ideias que estão nesse trabalho, que dedico à minha grande inspiração, minha vó querida, que não está mais entre nós. Ela foi a responsável por plantar em mim uma semente que jamais poderá morrer: a semente da curiosidade. Graças a isso, pesquisei e continuarei a tratar de temas relacionados ao meu amado sertão.

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