O vendedor de espirros

O vendedor de espirros

O carroceiro aposentado Valdenor Vicente Torres, que completa 70 anos hoje, passou a vender rapé no Mercado Municipal de Barra quando se aposentou por causa de dores na coluna e crises de asmas que o impediam de fazer serviços pesados.

Morador do Brejo Banguê, um dos 57 existentes no município, Valdenor vende dois tipos de rapé, conhecido por provocar espirros: o artesanal, feito em casa, e outro fornecido por uma empresa de Eunápolis, no sul do estado.

O produto artesanal é feito com tabaco moído, misturado com ervas diversas. No caso do exemplar barrense, contém noz moscada, pixuri, cravo, alecrim de tabuleiro e quebra-facão. O vendedor indica seu uso para a cura de gripe, dor de cabeça, rouquidão e “catarro na cabeça”.

O vidro do produto feito em casa sai por R$ 2. A latinha que vem de fora, R$ 4.  Valdenor conta que não fatura muito. No máximo, R$ 16 em dia de grande movimento. No entanto, se mantém em atividade para passar o tempo e se divertir brincando com os frequentadores da feira instalada diante do mercado.

ORIGEM

O rapé era utilizado por indígenas da América do Sul e povos das Antilhas desde tempos remotos. Em fins do século XVI , um monge franciscano que faria parte da expedição de Cristóvão Colombo, levou o produto encontrado nas Antilhas para a Espanha, introduzindo-o na Europa.

Nobres passaram a consumir a mistura e guardá-las em caixas de ouro e pedras preciosas, que hoje fazem parte do acervo de museus em todo o mundo.

No Brasil, os indígenas e caboclos utilizavam o rapé com fins cerimoniais e medicinais.

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