Mês: junho 2017

Arte abandonada

É preciso se posicionar a alguns metros de distância para vê-lo por completo. Para senti-lo é necessário que se aproxime. Ao aumentar o seu campo de visão, o viajante vai observar em detalhe todas as histórias contadas em uma das três partes do painel, em forma de mural, finalizado em 1967 pelo artista plástico Lênio Braga, com participação do ceramista alemão Horst Udo Knoff, na Estação Rodoviária de Feira de Santana. Versos e figuras em cordel, cores e textura são uma aula de “sertanejidade”, de “feiradesantanidade”, de “nordestinidade”. …Ler mais.

A batalha mais longa de Barra

As relações entre as duas mais populares agremiações juninas da cidade de Barra (BA) variaram com o tempo, oscilando entre a troca de gentilezas, quando Humaitá e Curuzu desfilavam juntos e subiam no palanque um do outro, e disputas violentas. Hoje, há rivalidade, mas nem próximo do que aconteceu em 1959, segundo o ex-presidente e mestre fogueteiro Francisco dos Santos, o Chiota. É ele quem nos conta como foi a maior de todas as batalhas entre as duas agremiações, história repassada por gerações e que não sai da memória dos mais velhos.

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A preparação do arsenal

Francisco dos Santos, o Chiota, ex-presidente do Humaitá e funcionário aposentado do Banco do Brasil, é um dos três últimos mestres fogueteiros que produzem busca-pés para as festas de São João, em Barra (BA), onde clubes com nomes de batalhas da Guerra do Paraguai fazem uma bela festa. A cidade já teve oito fogueteiros, mas dois desistiram da função e os outros três morreram. …Ler mais.

O clube dos fogos de cores

Trinta e cinco anos depois do fim da Guerra do Paraguai, os moradores da rua Jaguara, hoje Marechal Deodoro da Fonseca, e das imediações do Palácio Episcopal, na cidade de Barra (BA) criaram um grupo chamado União Central, e levantaram um mastro embandeirado. No ano seguinte, o mais novo dos clubes que faria a única festa de São João, lembrando a guerra da qual vários barrenses participaram, mudou de nome. Virou Riachuelo, batalha naval vencida pelos brasileiros em 11 de junho de 1865, sete meses depois do início do conflito que se estenderia até março de 1870 e causaria danos econômicos para os países envolvidos, além de dizimar grande parcela da população de homens paraguaios maiores de 20 anos. …Ler mais.

Claudinha Perigo

No campo de batalha, a mais valente das soldadas transforma o perigo em uma sensação maravilhosa que só quem está dentro do fogo é capaz de sentir. Faíscas, chamas e explosões fazem Claudia Regina Damacena dos Santos ganhar mais coragem. Ela se joga no chão, levanta, deixa as bombas explodirem na mão. Os riscos a libertam da dureza dos dias em que não está vestida com a farda do Forte Humaitá, mostrando suas habilidades. É ela quem atrai um número maior de fãs no São João da cidade de Barra, na Bahia, às margens dos rios Grande e São Francisco. …Ler mais.

Cantos de Oxóssi

Mãe Nair é gente de santo em Xique-Xique. Sincrética como boa religiosa baiana, filha de Oxóssi e devota ardorosa dos seus “Cosmes”, abre a sua casa alegremente para quem crer e deseja a saúde.

A rezadeira e mãe de santo cura dores no corpo e cabeça. Também é capaz de livrar os viventes do rasto de sol. Para quem não sabe, o raio direto ou indireto de sol é capaz de adoecer uma pessoa ao tocá-la em partes do corpo. Pé, cabeça, perna…

O tratamento é feito com reza e tocando a área afetada com um vidro ou copo virgem com água.

Neste vídeo, a médica e pesquisadora de cultura popular Helenita Monte de Holanda nos mostra os cantos que Mãe Nair entoa para chamar seu orixá. O deus caçador de uma flecha só, senhor da floresta e dos seres que nela habitam é cultuado no Brasil, em Cuba e em países que a cultura iorubá prevaleceu.

Òké Aro!