Mês: novembro 2016

Nordeste: ausências e permanências

Nordeste: ausências e permanências

O primeiro contato de Meus Sertões com o professor e fotógrafo Marcelo Eduardo Leite foi durante uma pesquisa para encontrar fotos que pudessem ilustrar um artigo sobre beatismo da professora Enaura Quixabeira, no site. Marcelo foi gentil e cedeu duas de suas muitas fotos sobre Juazeiro do Norte. Não precisou de muito esforço para perceber que seu olhar sobre as questões relacionadas com o Nordeste  era diferenciado.

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Diante da caipora

A médica e pesquisadora de cultura popular Helenita Monte de Hollanda apresenta hoje um vídeo sobre a caipora, entidade da mitologia tupi-guarani que os sertanejos garantem que existe. Neste pequeno documentário, Dona Margarida, do povoado Olhos d’Água, em Tucano (BA) conta que seu vizinho conversava com a caipora – nome que vem do tupi caapora (“habitante do mato”). O vídeo de Helenita foi gravado no povoado de Olhos D’Água, em Tucano (BA). E narra castigos impostos pelo ser mítico a caçadores. …Ler mais.

Reza para engasgo

O engasgo é uma reação do organismo para expelir alimento ou objeto que tomou um caminho errado após ser colocado na boca e engolido. Na parte superior da laringe funciona a epiglote, uma espécie de válvula que fica aberta para permitir que o ar chegue aos pulmões e se fecha quando engolimos algo, a fim de impedir a passagem do alimento para os pulmões e enviá-lo para o estômago.

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O enigma da tatuagem

É hora da merenda na escola municipal da comunidade quilombola da Baixa do Quelé, em Jeremoabo, quando João Farias Filho passa com uma garrafa plástica com um líquido escurecido numa das mãos e um saco na outra. No braço, ele traz uma tatuagem enigmática: “SIAMUSA”. João causa um alvoroço entre a criançada que merenda debaixo do cajueiro, na área central da localidade. Um dos meninos pergunta o que ele carrega na garrafa. A resposta está na ponta da língua: “dipirona”, substância farmacológica usada para dor e febre. A criançada ri porque a fama de alcoólatra precede João. Não sabe que junto à bebida está misturada casca de pindaíba, indicada para dores no estômago e nos rins, dentre outras propriedades medicinais. A resposta, a princípio irônica, faz algum sentido.

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