Questões agrárias

Questões agrárias

O professor Luiz Paulo Neiva, coordenador do projeto do novo campus Canudos, da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), anunciou que as questões agrárias no Parque Estadual de Canudos estão, praticamente, resolvidas. Pelo menos 53 famílias moravam em áreas do Parque Estadual de Canudos, onde são preservados os locais em que foram travados combates entre soldados do Exército e seguidores de Antônio Conselheiro, entre 1896 e 1897.

Em 1986, quando o Parque foi criado, foi feito um levantamento agrário, visando identificar os proprietários de terras. A área foi considerada devoluta, mas os moradores foram mantidos, pois não havia verba para indenizá-los.

Neste contexto e após levantamento feito pela Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA) do governo da Bahia, a Uneb decidiu abdicar da propriedade conhecida como Fazenda Rocinha, onde vivem cerca de 50 famílias, em lotes que variam de 0,5 a 50 hectares. Para preservar o parque, é preciso evitar ações entrópicas (causadas pelo homem) no meio ambiente.

Dos três casos restantes, dois chegaram a acordo, diz Neiva. Ele conta que o agricultor Pedro Regis, descendente de conselheiristas, concordou em separar uma “nesga” de terreno para que possa ser construída uma cerca entre sua propriedade e o Parque. A propriedade de Pedro tem mais de 100 hectares, o que impede a concessão de título de terra pela CDA, cujo limite para legalização de terras são 50 hectares.

Outro proprietário de uma fazenda de 30 hectares, que possuía título de terra, concordou em sair do local conhecido como Vale da Morte “em troca de compensações”. O caso de Maria de Brito, outra moradora em terra do parque, está em negociação.

leia mais sobre os Regis

Jornalista, 57 anos, traz no sangue a mistura de carioca com português. Em 1998, após trabalhar em alguns dos principais jornais, assessorias e sites do país, foi para o Ceará e descobriu um novo mundo. Há dez anos trabalha na Bahia, mas suas andanças não param. Formou comunicadores populares nas favelas do Rio e treinou jornalistas em Moçambique, na África. Conhece 14 países e quase todos os estados brasileiros. Suas reportagens ganharam prêmios de direitos humanos e de jornalismo investigativo.
follow me

Deixe um comentário.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *