Projeto de revitalização

Projeto de revitalização

A Universidade Metodista de São Paulo, em comemoração aos 119 anos do fim da Guerra de Canudos, anunciou que pretende desenvolver um projeto de revitalização do Museu Histórico de Canudos. O museu construído e mantido pelo ex-operário e ex-pescador Manuel Travessa, está localizado no povoado de Canudos Velho.

Travessa tinha recebido um pedido da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) para ceder o material, que seria exposto, parcialmente, no Memorial Antônio Conselheiro, na atual Canudos, e parte, segundo ele, seguiria para Salvador. Ele não chegou a acordo com a universidade baiana.

Os responsáveis pelo Projeto Canudos da Universidade Metodista, estiveram no museu, em julho, e constataram problemas de armazenamento e de preservação de objetos recolhidos no cenário da guerra.

Uma das providências previstas é a catalogação de armas, selas de cavalos, cantis, espingardas, facões, cartuchos de balas, louças, moedas, partes de vestimentas, chapéus, chaves, máquinas de costura, moedores, dentre outros objetos. Outra é a verificação se todas as peças são do período da guerra (1896-1987). O próprio Manuel Travessa admite que há peças de outras épocas.

A Metodista também pretende expandir o museu para que seja feito o armazenamento correto dos objetos históricos. Todas as ações contarão com o acompanhamento de professores de restauração e museologia.

O professor Oswaldo Oliveira, que fez parte da expedição para a elaboração do projeto de revitalização, disse que a preservação do espaço museológico de Canudos é essencial para a história do Brasil e para a história da cidadania.

Na semana do dia 8 a 15 de outubro, o diretor do Projeto Canudos, Victor Hugo Bigoli, e dois alunos da universidade, irão ao museu para acertar os detalhes da revitalização.

Leia mais sobre o museu

Jornalista, 57 anos, traz no sangue a mistura de carioca com português. Em 1998, após trabalhar em alguns dos principais jornais, assessorias e sites do país, foi para o Ceará e descobriu um novo mundo. Há dez anos trabalha na Bahia, mas suas andanças não param. Formou comunicadores populares nas favelas do Rio e treinou jornalistas em Moçambique, na África. Conhece 14 países e quase todos os estados brasileiros. Suas reportagens ganharam prêmios de direitos humanos e de jornalismo investigativo.
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