Mês: abril 2016

O sumiço dos peixes

A peixaria do bairro Angary, em Juazeiro, onde está localizada a colônia de pescadores Z-60, precisa comprar 150 kg de mandi bagre, mapará, curimatá, piau e dourado no estado do Pará e na Argentina. É que os pescadores do rio São Francisco não conseguem mais abastecê-la com a quantidade de peixes necessária para venda à população e aos mercados.

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O rei do rio

Nina era a menor das caravelas da frota de Cristóvão Colombo, o descobridor oficial da América. Ela levou três anos para ficar pronta em um estaleiro de Huelva, na Andaluzia. As caravelas levavam vantagem sobre as naus porque navegavam mais rápido, chegavam mais perto da costa e eram mais fáceis de manobrar. No entanto, com o naufrágio da Santa Maria, Nina, que tinha este nome por causa do proprietário, Juan Niño, virou a nau capitânia. Transportava seu capitão, Vicente Yañez Pinzón, e o comandante Colombo. …Ler mais.

O velho comandante

O comandante Aprígio Nunes navega para os 70 anos a bordo da barca Vitória Régia, no vaivém da ligação entre Juazeiro e Petrolina. Desde julho de 1970, após tentativa frustrada de ser sócio de uma plantação de café, ele está no leme da barca Vitória Régia  –  a segunda com o mesmo nome que pertence a sua família. …Ler mais.

Dois dentes e quatro cordas

José Rosalvo dos Santos nasceu em Creguenhém, no município de Tucano (BA). Como toda criança sertaneja, ajudava o pai, trabalhando com ele nas feiras da região. O velho foi picado por cobras cinco vezes e ficou cego. Foi aí que, para ganhar dinheiro, José Rosalvo virou o Zé do Cavaquinho, após aprender a tocar o instrumento com um copo, uma garrafa, os pés e a especialidade que o transformou na maior celebridade da região: os dentes. …Ler mais.

Nidinha variedades

A vida para Eronildes Ferreira de Andrade, a Nidinha, consiste em trabalhar e se dedicar à religião. Aos 85 anos, teve “uns namoros bestas, sempre de longe, nunca no portão”. A mais antiga comerciante de Uauá, na Bahia, tem saudades dos pais e das festas em sua casa. Vez por outra, pega-se em cantorias, as mesmas cantadas ao redor do fogo com os “padrinhos de fogueira”, nas noites de São João.

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